Social fiction e importância de 1968 para Chantal Montellier
Quadrinho de ficção especulativa anteviu a ascensão da extrema direita
Grandes acontecimentos só ganham importância quando vistos em retrospecto, todavia, com Social Fiction de Chantal Montellier, a autora e militante mostra que sua percepção do mundo ainda dos anos 70 está tão viva quanto em sua época. A autora usa de Ficção Científica Social como ferramenta para discutir e especular o ser humano em contextos de opressão. A obra chegou ao Brasil pela excelente editora Comix Zone – que impressiona com catálogo robusto e de importância social e histórica imensurável. Este artigo tem como objetivo explicitar todo o contexto histórico e social que influenciou a autora Chantal Montellier a escrever as histórias compiladas no gibi Social Ficction.
Ficção
Científica Social
Ficção Científica
Social é um subgênero da Ficção Científica que se dedica à especulação
sociológica sobre a sociedade humana. Ela foca-se nos membros de uma
determinada sociedade e nas suas interações, preocupando-se menos com as
características associadas à FC, como a tecnologia ou as naves espaciais, e
mais com as atividades humanas e a interação de grupos (Farinha, 2012). A
Ficção Científica Social é frequentemente associada às Ciências ditas Sociais
(ou Humanas) como a Sociologia, a Psicologia, a Antropologia, a Arqueologia, a
Ciência Política, a Teologia, a Linguística, os Estudos Culturais, a História
entre outras, aplicando os seus princípios científicos nas histórias que gera.
O gênero possui
abordagens bem específicas que facilitam a identificação: usam-se conceitos de
ciência social, mas sem linguagem acadêmica; apresenta uma reação a realidade
social que o autor vive, numa tentativa de compreensão da mesma e não se baseia
em ciência técnica, facilitando uma maior abrangência do público. Iscaac Asimov
em 1953 escreveu um ensaio intitulado “Social Science Fiction”, onde diz
![]() |
| Livro que Asimov escreveu o artigo |
“Suponhamos que estamos em 1880 e que temos um grupo de três escritores interessados em escrever uma história do futuro acerca de um veículo imaginário que se move sem cavalos através de qualquer fonte de energia interna; por outras palavras, uma carruagem sem cavalos. Podemos mesmo inventar uma palavra e chamar-lhe automóvel.
O escritor X gasta
a maior parte do seu tempo a descrever como trabalharia a máquina, explicando o
funcionamento de um motor de combustão interna, pintando em palavras o quadro
dos esforços do inventor, o qual, após numerosos falhanços, acaba por criar um
modelo bem sucedido. O clímax do enredo é o drama da máquina enquanto vai
avançando, aos soluços, à velocidade gigantesca de trinta quilómetros por hora,
por entre uma dupla multidão de admiradores ruidosos, possivelmente vencendo um
cavalo e charrete que haviam sido desafiados para uma corrida. Isto é ficção
científica tecnológica.
O escritor Y
inventa o automóvel num instante, mas então aparece um bando de bandidos cruéis
com a intenção de roubar a valiosa invenção. Começam por raptar a bela filha do
inventor, a qual é ameaçada com todos os horrores menos a violação (nestas
histórias de aventuras, as raparigas existem para serem salvas e não têm outros
usos). O jovem assistente do inventor lança-se ao salvamento. Só através do uso
do recém-inventado automóvel poderá ele alcançar o seu intento. Atira-se para o
deserto à inaudita velocidade de trinta quilómetros por hora a fim de recolher
a rapariga que teria morrido de sede se ele tivesse confiado num cavalo, por
mais rápido e confiável que fosse o seu galope. Isto é ficção científica de
aventuras.
O escritor Z já tem
o automóvel aperfeiçoado. Existe uma sociedade na qual ele já é um problema. Por
causa do automóvel nasceu uma gigantesca indústria petrolífera, foram
pavimentadas autoestradas por toda a nação, a América transformou-se numa terra
de viajantes, as cidades estenderam-se até aos subúrbios – e que fazer aos
acidentes de viação? Homens, mulheres e crianças são mortos por automóveis mais
depressa que pela artilharia ou por bombas lançadas de aviões. Que pode ser
feito? Qual a solução? Isto é ficção científica social.
Deixarei ao leitor
a decisão sobre qual é o tipo mais maduro e qual (lembre-se de que estamos em
1880) é socialmente mais significativo. Mantenha presente que não é fácil
escrever ficção científica social. É fácil prever um automóvel em 1880, mas é
muito difícil prever um problema de tráfego. Aquele é apenas uma extrapolação do
caminho de ferro. Este é completamente novo e inesperado”.
Contexto
Histórico de Social Fiction
Em 2017, uma exposição celebrou a contracultura francesa pós-maio de 68, “O Espírito Francês - Contraculturas 1969 a 1989” questionavam os valores tradicionais da cultura francesa considerada "oficial" e destacava uma identidade lado B do país. O co-curador da exposição, Guillaume Desanges, explica que, a exemplo do clima vanguardista e sarcástico dos anos 70 e 80 na França, o objetivo da mostra é provocar. "A França é um país que mais critica do que celebra. Esse espírito francês que queremos mostrar é mais de destruição que de construção, mais individualista que comunitário, mais negativo que positivo. Com essa exposição, tentamos fazer uma cartografia dessas contraculturas guiadas por esse espírito para tentar mostrar que ele marca presença em algumas práticas", afirma. Para entender o universo cínico e aparentemente desesperançado de Social Fiction, é preciso entender o famoso Maio de 68.
Os desdobramentos de
Maio de 68 na verdade começaram em 1967, em Nanterre, subúrbio industrial onde
funcionavam extensões da Universidade de Paris. Havia algum tempo, os
alojamentos estudantis daquela área abrigavam uma população flutuante de
estudantes, de invasores ilegais, além de traficantes e usuários de drogas.
Ninguém pagava aluguel. Era intenso o vai-e-vem noturno entre os dormitórios
masculinos e femininos, apesar do rígido controle oficial (Judt, 2007). Apesar
da vista grossa da administração do Campus, a situação mudou de rumo quando um
sujeito invadira o local e um aluno insultou um ministro que visitara - Outras
reclamações foram feitas e, em 22 de março, depois que estudantes atacaram o
prédio da American Express, no centro de Paris, e foram parar na cadeia, ganhou
força a ideia de formar um movimento. Duas semanas mais tarde, o campus de
Nanterre foi fechado, após novos confrontos entre os alunos e a polícia, e o
tal movimento (e a balbúrdia) foi deslocado para os suntuosos prédios da Sorbonne,
no centro de Paris.
A ocupação estudantil
da Sorbonne, as barricadas nas ruas e a luta contra a polícia, especialmente
nas noites e madrugadas de 10 e 25 de maio, foram comandadas por representantes
da Juventude Comunista Revolucionária (trotskista), por membros de diretórios
estudantis e de sindicatos de jovens docentes. A retórica marxista imbuída no
confronto, embora bastante conhecida, mascarava uma atitude mais anarquista,
mais ligada à balbúrdia, cujo objetivo imediato era deter e, de certa forma, humilhar as autoridades francesas.
Nesse sentido, conforme
insistia em tom de menosprezo a liderança do Partido Comunista Francês, aquilo
era uma festa, não uma revolução. O fenômeno tinha todo o simbolismo de uma
típica rebelião francesa – manifestantes armados, barricadas nas ruas, ocupação
de prédios e esquinas estratégicas, exigências e contra-exigências políticas –
mas lhe faltava certa substância. O grosso da multidão estudantil vinha,
predominantemente, da classe média. De fato, muitos pertenciam à própria
burguesia parisiense: fils à papa
(“filhos de papai”), como os rotulou, com sarcasmo, o líder do PCF, Georges
Marchais.
O primeiro-ministro
Georges Pompidou percebeu rapidamente o tamanho do problema. Logo após os
primeiros confrontos, determinou que a polícia se retirasse, apesar das
críticas de membros do partido e do governo, deixando os estudantes parisienses
tomarem conta da universidade e da vizinhança. Pompidou e o presidente, Charles
de Gaulle, sentiram-se intimidados diante da extensa cobertura midiática dos
estudantes. Apesar de terem sido pegos de surpresa pelo confronto, no entanto,
em nenhum momento eles se sentiram ameaçados pelos jovens. Acreditavam que, na
hora certa, a polícia, sobretudo o pelotão de choque (formado por soldados filhos
de camponeses e, portanto, sem qualquer pudor em rachar a cabeça de um jovem da
elite parisiense, caso fosse necessário) haveria de restaurar a ordem. Os
confrontos estudantis haviam estimulado uma série de greves e paralisações em
fábricas que, em fins de maio, quase engessaram a França. Alguns dos primeiros
protestos – que incluíram o de repórteres da rádio e televisão francesas – se
voltaram contra líderes políticos que haviam censurado a cobertura do movimento
estudantil e, sobretudo, contra a brutalidade excessiva de alguns pelotões da
polícia. Na medida em que a greve se espalhava por fábricas de aviões, em
Toulouse, por companhias de energia elétrica, indústrias petroquímicas e se
estendia às imensas montadoras da Renault na periferia de Paris, ficava claro
que a questão transcendia à indignação de alguns milhares de estudantes.
As greves, invasões, ocupações e passeatas se tornaram o maior movimento de protesto social na França moderna. Mesmo em perspectiva, ainda é difícil precisar o que realmente havia por trás deles. Um acordo firmado entre governo, sindicatos e trabalhadores foi rejeitado, terminantemente, pelos operários da Renault, a despeito da promessa de aumento salarial, redução da jornada e mais participação do operariado. Os milhares de homens e mulheres que haviam cruzado os braços nas fábricas tinham ao menos um ponto em comum com os estudantes. Quaisquer que fossem as pendengas locais, eles se sentiam, acima de tudo, frustrados com as condições da sua existência. Não buscavam apenas melhorar sua situação profissional, mas uma transformação no seu estilo de vida. A França era dirigida (e vista como tal) por uma pequena elite parisiense: excludente, culturalmente privilegiada, arrogante, hierárquica e inacessível. Gente dessa própria elite (particularmente os seus filhos) a considerava opressora.
Em fins de maio, De
Gaulle anunciou uma eleição-relâmpago. Os franceses foram convocados a escolher
entre o governo legítimo e a anarquia revolucionária. Durante a campanha
eleitoral, a direita lançou uma grande ofensiva. No dia 30 de maio, uma
multidão, muito mais numerosa do que a das manifestações estudantis de duas
semanas antes, lotou a avenida dos Champs-Elysées
gritando palavras-de-ordem que desmentiam o discurso da esquerda – que as
autoridades haviam perdido o controle da situação. A polícia foi instruída a
retomar os edifícios da Sorbonne, as fábricas e os escritórios. Nas urnas, os
partidos governistas tiveram uma vitória esmagadora, que aumentou em mais de
20% seu eleitorado e garantiu maioria absoluta na Assembleia Nacional. Os
operários voltaram ao trabalho. Os alunos saíram de férias. Uma prova do
ambiente apolítico de maio de 68 é o fato de que, nos anos seguintes, os livros
mais vendidos sobre o assunto não foram os que traziam análises históricas
sérias ou reflexões sobre as doutrinas da época. Os best-sellers foram
compilações de fotos de grafites e palavras de ordens pintadas em paredes,
quadros de avisos e espalhadas pelas ruas da cidade. Mensagens que incentivavam
os jovens a amar, se divertir, zombar das autoridades, fazer o que lhes
agradasse – e transformar o mundo num subproduto de tais atitudes. Sous le pavé, la plage (“Debaixo dos
paralelepípedos, a praia”), dizia uma delas.
Na filosofia e na
psicologia, os desdobramentos 1968 influenciaram um construto chamado de Esquizoanálise,
um campo do um campo de saberes criado pelo filósofo Gilles Deleuze e pelo psicanalista-militante
Félix Guattari após as movimentações do maio francês e foi considerada como a
expressão teórica da insurgência desse acontecimento social. Com sua análise
micropolítica dos agenciamentos, das relações desejantes e de poder, a
Esquizoanálise propõe uma leitura das relações políticas, sociais, institucionais
e clínicas não mais na relação entre família e neurose, como trabalhadas na
psicanálise, mas sim na relação entre Capitalismo e Esquizofrenia, em que temos
uma gama ampla de outros conceitos, concepções e práticas, que transcendem o
freudo-marxismo. Esta maneira crítica de analisar os processos mentais influenciou
diretamente a psicologia no Brasil, que antes, era vista e interpretada de
maneira colonizadora.
Neste contexto, a
contracultura francesa através da mídia dos quadrinhos representou todo este
espírito da época e que ainda iria reverberar por muito tempo no mercado
editorial independente ao redor do mundo. Talvez, o maior expoente de todos é a
revista de história em quadrinhos de ficção científica, Métal Hurlant, que
surgiu em janeiro de 1975, criada pelos jovens Jean Giraud (Moebius), Philippe
Druillet, Jean-Pierre Dionnet e Bernard Farkas. A publicação foi lançada pela editora
Les Humanoïdes Associés. Com
histórias predominantemente de ficção científica, o conteúdo das mesmas eram de
vanguarda – política, inconformismo, especulação, futuro da ciência, fim da
humanidade e até drogas e claro, sexo. Métal Hurlant abriu passagem para toda
uma sorte de jovens autores, dentre elas, uma indômita jovem de Bouthéon,
perto de Saint-Étienne, no
departamento de Loire.
Chantal
Montellier
Nascida em 1 de Agosto de 1947, Chantal Montellier teve uma infância bastante difícil – sua mãe não tinha condições físicas de cuidar dela, já que adquirira epilepsia fruto de um aborto por analgésico. A própria autora relata que a mãe tentou suicídio muitas vezes e que na verdade, sua avó materna quem ocupou a responsabilidade de cria-la. Aos 15 anos, foi abandonada pelo pai e passou a morar com tios maternos – fato que lhe deu uma dimensão tão trágica, que suas histórias captam esse sentimento de abandono e desesperança. Porém, foi no desenho que encontrou uma busca de sentido. Estudou na École Supérieure d'Art et Design Saint-Étienne de 1962 a 1969. De 1969 a 1973, foi professora de artes visuais em faculdades e escolas secundárias. Seu desenho realista, muitas vezes em preto e branco no início, lembra o de Jacques Tardi , José Muñoz ou mesmo Guido Crepax . Ela integrou muitos experimentos gráficos "modernistas" antes de se decidir por sua estética profundamente original. Sobre sua carreira, comenta que “estudei na Escola de Belas Artes de Saint-Étienne e desde os anos 1970 publico quadrinhos com caráter político, social e feminista. Desenhei para a revista Ah! Nana, que reunia apenas mulheres cartunistas. Estou à frente do Artémisia, prêmio voltado para as melhores produções femininas do setor." Disse em entrevista para O Globo em 2071, quando na época, participara da Semana Internacional dos Quadrinhos organizado pela UFRJ.
Sempre crítica, Chantal
já comentara sobre o cenário de filmes e quadrinhos da Marvel e como eles são
conservadores, ela diz que “O mundo de séries para crianças, com os
super-heróis da Marvel, é o mundo nos nossos avós. O quadrinho mudou muito e
cresceu nos anos 1970 graças aos movimentos culturais, à contracultura e ao
feminino. Mas hoje há um enfraquecimento, um atraso, estamos andando para trás”
e ainda sobre a pluralidade editorial nos dias de hoje, comenta que “antes,
havia muitos jornais e revistas independentes com conotação política de
esquerda, em que muitos podiam veicular suas ideias. Havia uma paisagem
editorial variada, mas agora é tudo muito concentrado em linhas editoriais
conservadoras e reacionárias”. Quando entrou no mundo dos quadrinhos, a França
passou pelo Movimento de Libertação Feminina (MLF), um movimento em que a
mulheres lutavam por demandas como respeito à condição feminina. Este grupo
surgiu quando dozes mulheres foram presas por fazerem uma manifestação em apoio
à greve das mulheres norte-americanas no dia do 50° aniversário do direito ao
voto feminino nos EUA. Seu envolvimento com a militância foi incisivo e
importante para a história das HQs não só na França, onde foi pioneira, mas ao
redor do globo, inspirando várias artistas a se manifestarem. A autora sempre
deixa claro que não pretende ceder a pressões editorais para abrandar suas
histórias e nem sua percepção de como narrar uma história.
Discussão
e Conclusão
Lançado originalmente nas publicações regulares da Métal Hurlant, o compilado que hoje se chama Social Fiction na verdade são três histórias escritas em tempos distintos entre final dos anos 70 e início dos 80. Em 2003, a Vertige Graphic lançou este compilado que serviu de base para a edição brasileira. As três histórias possuem todos os elementos de ficção social, mas o que torna a obra tão importante é justamente a junção de críticas captadas pelos intelectuais pós 68 francês e a história de vida da autora, sua dimensão como alguém da contracultura e o que é ser mulher numa sociedade que lhe trata como objeto. No Brasil, onde o reflexo de uma sociedade cada vez mais polarizada, o alerta para o absurdo da misoginia, feminicídio e tantas outras violências é tratado com desdém, tal qual alguns personagens nas histórias da autora. O cerceamento do pensamento crítico, a censura e o controle de informações também estão denunciados nos quadrinhos, que por muitos momentos soa premonitório e, se por algum momento na história, a ficção social de Chantal pareceu absurda e apocalíptica – já não é.
Conclui-se que o
pensamento crítico pós 1968 na França influenciou diretamente a ficção social
de Montellier com seus demais colegas, mas antes de tudo, sua experiênciação e
experiência como mulher numa sociedade patriarcal lhe deu subsídio para
escrever suas histórias e também, oportunidade de poder compartilha-las. Sua
influência não se limita aos quadrinhos, mas para toda uma classe de mulheres
artistas que buscam empoderamento na tão sectária sociedade polarizada de hoje.
Referências:
AMIN, Júlia. Chantal Montellier, ilustradora: 'O mundo
dos super-heróis é o mundo dos nossos avós'.Conte Algo que não sei, O
Globo, 2017. Disponível em:
<https://oglobo.globo.com/brasil/conte-algo-que-nao-sei/chantal-montellier-ilustradora-mundo-dos-super-herois-o-mundo-dos-nossos-avos-21334049>
BRETNOR, Reginald. Modern Science Fiction: Its Meaning and Its Future. Independently Published,2021.
HUR, Domic. Esquizoanálise e política: proposições para
a Psicologia Crítica no Brasil, 2013.
MONTELLIER, Chantal. Social Fiction. Comiz Zone, 2022. São Paulo.
FRANCO, Daniela.
Exposição destaca a contracultura
francesa das décadas de 70 e 80, 2017.RFI. <Disponível em:
https://www.rfi.fr/br/cultura/20170317-exposicao-destaca-contracultura-francesa-das-decadas-de-70-e-80>
FARINHA, Sara. Palavras Soltas: Sobre a Ficção Científica
Social. <Disponível em:
https://blog.sarafarinha.com/2012/05/10/palavras-soltas-sobre-a-ficcao-cientifica-social/>
JUDT, Tony. O Espectro da Revolução. Revista Piuaí,
edição 8. 2007









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